Capítulo 7: Flertar comigo também é só uma brincadeira?

Menggoda Sang Dewa Tak ada tomat dalam panci sup tomat. 2487kata 2026-03-15 14:49:10

O céu, por acaso, não possui um pingo sequer de misericórdia? Ela já estava tão desgraçada, e ainda assim foi pega em flagrante?

No elevador, Fu Si, ao ouvir sobre o rebuliço do décimo sétimo andar, puxou Fu Lanchuan para descer com ela.

À distância, avistaram a mulher de camisa branca, o centro do corpo retesado, as mãos firmes no arco e flecha, imponente como uma general de romance histórico.

"Que beleza..." No instante em que Lu Zhi voltou o rosto, até Fu Si achou-a de uma beleza indescritível.

Rosto ovalado, maquiagem à moda de Hong Kong, longos cabelos presos displicentemente atrás da cabeça, a camisa branca folgada enfiada nas calças jeans, misto de pureza e desejo.

De encher os olhos.

"Caramba! Mu Wen..." Quando Lu Zhi recobrou a consciência, procurou por Mu Wen.

Queria que Mu Wen a arrastasse dali.

Mas, ao virar-se, não viu ninguém.

"Mu Wen?"

"Mu Wen?"

"Droga!" Onde estava?

"Paciência, sozinha também dou conta." Mas o dinheiro... Lu Zhi lançou o olhar à gerente do décimo sétimo andar. "Os ganhos da aposta?"

"Senhorita, aquilo foi um investimento coletivo, não uma aposta. Não diga isso."

Lu Zhi: ... Aposta é aposta, pra que fingir?

"Está bem! Marcar ponto?"

A gerente assentiu: "Fique tranquila, marcaremos."

Lu Zhi dirigiu-se ao elevador do décimo sétimo andar. Ye Zhou, ao vê-la partir, apressou o passo para segui-la, como se a própria alma o abandonasse.

"Senhorita? Aceita um drinque?"

Lu Zhi, no íntimo, amaldiçoou todos os ancestrais dele. Virou-se para Ye Zhou, desfez a expressão de desprezo e sorriu radiante: "Jovem Ye, eu adoraria tomar um drinque consigo."

"Mas... preciso voltar para casa tomar o remédio."

Ye Zhou: ... "Está doente?"

Lu Zhi fez um muxoxo, fungou e assentiu, com pena: "Estou."

Ye Zhou, ao ver tamanha beleza, sentiu um aperto no coração: "Não se preocupe, hoje em dia a medicina é avançada, toda doença tem cura."

"Sério? E doença mental intermitente também? Quando tenho crises, só penso em... cortar o 'amiguinho' dos homens."

Ye Zhou sentiu um frio cortante no baixo-ventre... Uma louca?

"Como vai para casa? Quer que eu mande um motorista?" Vá logo, eu faço questão de te mandar embora.

"Não, não precisa. Melhor eu ir sozinha! Vai que tenho uma crise no caminho..."

Lu Zhi entrou no elevador. Ye Zhou, ao ver as portas se fecharem lentamente, instintivamente apertou as pernas.

Por pouco—mamãe tinha razão, não se deve brincar fora de casa.

No elevador, Lu Zhi soltou o elástico dos cabelos e respirou fundo: "De fato, basta que eu pareça insana, para que todos os outros reajam normalmente."

Era a primeira vez que vinha ao estacionamento, e não sabia se ali havia setores distintos para diferentes tipos de clientes. Homens do calibre do Segundo Mestre Fu eram difíceis de lidar.

Enquanto procurava, o telefone tocou.

"Onde você se meteu?" Mu Wen, escondida no banheiro com o celular, suspirava aliviada—por pouco não fora pega. Se tivesse sido, teria que ajoelhar-se no altar dos ancestrais.

"Estou... vazando menstruação, estou no banheiro! Você já saiu?"

"Estou no estacionamento."

"Espera por mim?" indagou Mu Wen.

Lu Zhi bufou: "Vou barrar um homem."

"O Segundo Mestre Fu? Procure-o na vaga vip do subsolo, a mais próxima do elevador número um."

"Obrigada", disse Lu Zhi, desligando e apressando o passo em direção à área vip.

Ao dobrar a esquina—chiado!—um carro acelerou vindo em sua direção.

Parou a um centímetro de Lu Zhi, quase a atropelando; ela suou frio.

"Meu amigo, se a visão não está boa, procure um oftalmologista! Sabe o que está fazendo? Por pouco, ia visitar os seus antepassados, e eu os meus!"

Assustada, Lu Zhi pensou que, se o carro tivesse avançado mais um centímetro, ela teria ido ao encontro da mãe. Quando a porta do passageiro se abriu e ela viu Qian Lin, fingiu cair ao chão, gemendo: "Minha perna... dói tanto!"

Qian Lin: ... Ela estava de pé xingando um segundo atrás.

"Senhorita Lu, está bem?" Qian Lin agachou-se diante dela.

Lu Zhi segurou a perna, lamentando: "Está doendo..."

"Bateu em você?" Qian Lin lançou-lhe um olhar duvidoso.

Lu Zhi baixou a cabeça, forçou duas lágrimas de gata, e, ao encará-lo de novo, seus olhos brilhantes continham veneno suficiente para envenenar-lhe a alma.

Que mulher sedutora.

Por um instante, Qian Lin, agachado diante dela, ficou absorto.

"Consegue se levantar?" Fu Lanchuan acabara de sair do carro e presenciou a cena, seu olhar frio pousando sobre Lu Zhi.

Aquele olhar, límpido e penetrante, parecia tudo perceber.

Lu Zhi sentiu que aquele homem decifrara sua encenação.

Estendeu a mão, olhando para Fu Lanchuan: "Ajude-me a levantar."

"Qian Lin."

"Entendido."

Qian Lin segurou o braço de Lu Zhi e a colocou no banco de trás.

Por um momento, Lu Zhi não soube o que dizer.

Esse sujeito, de fato, não se interessa por mulheres.

"Senhorita Lu, diga: quer que eu a leve ao hospital ou prefere dinheiro?"

Assim que entrou no carro, Fu Lanchuan perguntou com voz serena, pronunciando as palavras mais insultuosas com a maior doçura.

"O senhor acha que quero extorqui-lo?"

"Onde exatamente está ferida, senhorita Lu?"

"Na perna."

Fu Lanchuan permaneceu em silêncio por um instante, depois, através do tecido da calça, apertou a panturrilha direita de Lu Zhi.

Ainda puxou um pouco a barra da calça—não havia sinal algum.

"Mostre-me onde está o ferimento, senhorita Lu?"

"É interno", Lu Zhi conteve o impulso de xingar.

Esse homem era mesmo difícil de lidar!

O olhar de Fu Lanchuan, ao encará-la, evocou-lhe a imagem dela enredando outros homens; sentiu um aperto no coração.

Seu olhar era um redemoinho: "Senhorita Lu, pretende lançar a rede para todos?"

"É só uma brincadeira, senhor. Não precisa levar a sério."

"Então eu também sou só uma brincadeira?" A voz de Fu Lanchuan trazia uma sedução sutil.

Nenhuma emoção transparecia, mas Lu Zhi sentiu-se pressionada.

Teve a impressão de que, no instante seguinte, a mão dele estaria em seu pescoço.

Fu Lanchuan girava lentamente o anel de jade no dedo, como se aguardasse a resposta de Lu Zhi.

"Só precisa de sedução quem não se sente tocado. E o senhor, não sentiu nada por mim?"

Lu Zhi apoiou-se no banco, aproximando o rosto do de Fu Lanchuan.

Os cílios longos tremularam com o piscar dos olhos.

Fu Lanchuan sentiu o leve perfume do xampu nos cabelos da mulher, fresco e delicado.

O ar no interior do carro tornou-se rarefeito. Fu Lanchuan, sempre reservado, encontrava-se frente a frente com uma jovem desvairada do mundo, ele, quase um asceta—se haveria faíscas, não sabia, mas o clima de intimidade era inegável.

"Veja lá fora..." Lu Zhi desviou o olhar para a janela.

Fu Lanchuan, seguindo-lhe o gesto, olhou para trás—não viu nada.

Ao voltar-se, deparou-se com os lábios de Lu Zhi.