Capítulo 6: O Rei Qin, Ying Zheng

Angin Besar Bangsa Qin: Ayahandaku, Qin Shi Huang Kuda putih memasuki hamparan bunga alang-alang. 2477kata 2026-03-14 14:37:40

— O que o jovem mestre diz é sensato. Na guerra contra Qi, a rapidez é essencial. Transmitam minhas ordens: que a cavalaria e os carros de combate avancem dia e noite, como vanguarda de nosso Grande Qin. O exército principal deverá marchar logo em seguida e alcançar a linha de frente o quanto antes!

— Li Xin!

— Às ordens!

— Ordeno que assuma o comando do exército central e conduza nossas forças atrás da cavalaria!

— Sim, meu senhor!

— Grande General, ofereço-me como soldado da vanguarda, desejo partir à frente com o exército avançado e chegar sob os muros da capital de Qi!

Fusu manifestava-se com ardor, solicitando ir à guerra.

— Jovem mestre, não há pressa. Cavalgarei contigo sob as muralhas da cidade de Qi!

Os tambores de guerra retumbavam mais uma vez. O oficial de bandeiras subiu à torre de comando, bradando ordens; mensageiros a cavalo partiram em debandada, levando as determinações do general a todos os cantos do exército.

— Uuuu~ uuuu~ uuuu!

O som grave e solene dos cornos de guerra ecoou. O acampamento militar de Lixia do Grande Qin, essa imensa máquina de guerra, havia sido posta em movimento.

— Avante! Avante!

Às portas do grande acampamento, uma torrente de cavalaria irrompia com estrépito; os estalidos dos chicotes, os relinchos dos cavalos, e a formação militar erguia uma nuvem de poeira que obscurecia o céu.

Logo após, avançavam os carros de guerra — a força mais aterradora do exército de Qin.

No meio da poeira que pairava no ar, a terra parecia estremecer levemente. Uma gigantesca bandeira real com o caractere “Qin” rasgava o nevoeiro. Atrás dela, incontáveis guerreiros em armaduras.

A infantaria de Qin movia-se!

Como tigres que descem das montanhas, revelavam toda sua ferocidade ao deixar o acampamento!

O compasso uniforme dos passos, as lanças e alabardas apontando ao céu, refletindo ao sol um brilho gélido e ofuscante. Vista do alto, a coluna de soldados de Qin se estendia por mais de cem li.

O exército de Qin partia de Lixia e sua opressão pairava sobre a cidade de Linzi!

Olhando para o oeste, desde o acampamento de Lixia, erguia-se uma imponente e vasta fortaleza: Hangu Guan, o colossal portão do oeste.

Hangu Guan sepultou inumeráveis guerreiros dos Seis Reinos; também ali jaziam, derrotados, os sonhos de destronar Qin. As aspirações e bravura dos antigos reis dissiparam-se como areia ao vento, no fluxo inexorável da história.

Desde a era do Duque Xiao de Qin, após as reformas de Shang Yang, a ascensão de Qin tornou-se irreversível. Os Seis Reinos, em múltiplas coalizões, tentaram aniquilar Qin, mas poucos lograram transpor Hangu Guan.

Por que os Seis Reinos persistiam em atacar Hangu Guan? Porque além daquele portal se encontrava o coração do Império de Qin: a capital Xianyang.

Xianyang é o testemunho do florescimento de Qin. Na época do Duque Xiao, Shang Yang, para livrar-se da influência da velha nobreza, persuadiu o duque a transferir a capital de Liyang para a nova cidade, Xianyang, garantindo o êxito das reformas. Ao fim, mesmo morto, Shang Yang deixara para trás um Qin renovado, inaugurando um novo capítulo da história!

O Palácio de Xianyang, residência real de Qin, fora construído aproveitando o relevo das montanhas, seus salões revestidos do mais solene e austero negro.

O negro: cor principal de Qin. A ordem do céu é eterna, tudo retorna ao ciclo, e conquistar o mundo com justiça era o mandato do Céu. Os guerreiros de Qin marchavam triunfantes, pois assim o determinava a vontade celestial. Para obter o favor dos céus, todo Qin adotou a doutrina do Yin-Yang e dos Cinco Elementos: a dinastia Shang era associada ao elemento madeira, a dinastia Zhou ao fogo, e Qin, à água.

O fogo consome a madeira; a água extingue o fogo. Se Zhou destruiu Shang, era vontade celeste; Qin destruir Zhou, igualmente. E o negro, cor representativa da água, tornou-se o tom dominante, até mesmo nas vestes do Imperador Shi Huang quando unificou o mundo: um manto negro como um dragão.

O negro, profundo e sombrio, impunha um peso opressivo.

Em um dos vastos salões do Palácio de Xianyang, seis colunas monumentais erguiam-se no centro do vazio; apenas uma delas ostentava uma bandeira ainda esvoaçante.

Nessas seis colunas estavam gravados, em cinábrio escarlate e caligrafia em selo menor, seis caracteres:

“Han, Zhao, Wei, Chu, Yan, Qi”

Neste dia, apenas a bandeira de Qi ainda tremulava; as outras cinco jaziam estendidas no chão, lançadas ao pó.

Ao centro das colunas, repousava um grande disco negro. Sobre ele, um dragão negro, ascendendo ao vento, fora esculpido com tal vivacidade que parecia prestes a ganhar vida.

No interior do disco, sentado, olhos fechados, pernas cruzadas, envolto em manto real bordado com dragão negro — somente sua presença já impunha respeito absoluto. Diante dele, todos se curvavam.

Ele era o Dragão Ancestral da China, o Rei de Qin, Ying Zheng!

Nesse instante, a última bandeira, a de Qi, desprendeu-se de sua coluna e caiu.

— Dong!

O som ecoou pelo salão deserto. Sobre o disco, o homem abriu lentamente os olhos, onde brilhou um lampejo de determinação e domínio absolutos.

Seu olhar deteve-se sobre a bandeira de Qi caída, e um leve estremecer perpassou-lhe o semblante.

Qi — o último obstáculo à consumação de sua grande obra.

Nesse momento, um eunuco aproximou-se e prostrou-se respeitosamente ao chão:

— Parabéns, majestade! Felicitações, majestade! A grande insígnia de Qi caiu sem razão, é a vontade dos céus! Qi está fadado à extinção, e nosso Grande Qin unificará o mundo. Os feitos de Vossa Majestade serão incomparáveis, eternizados para sempre!

O Rei de Qin sorriu levemente:

— Zhao Gao, tua língua é deveras afiada.

O eunuco, sempre de joelhos, soube ter agradado:

— Não sou hábil nas palavras, mas as conquistas de Vossa Majestade são reconhecidas pelo mundo!

— Basta. Traga-me o grande mapa geográfico do império.

— Sim, senhor.

Zhao Gao retirou-se.

O Rei de Qin ergueu-se lentamente. Olhou, com desprezo, para a bandeira de Qi caída.

Desceu vagarosamente do estrado, contemplando aquela senda formada pelas bandeiras dos cinco Estados derrotados, estendidas pelo chão do salão. Era uma trilha conquistada ao custo do sangue e vida de incontáveis soldados de Qin: a trilha da unificação.

Ergueu o pé, como outrora os guerreiros de Qin o fizeram ao partir de Xianyang, para conquistar o mundo!

No décimo sétimo ano do reinado de Zheng, Rei de Qin, Han foi destruído.

No décimo nono, caiu Zhao.

No vigésimo segundo, Wei.

No vigésimo quarto, Chu.

No vigésimo quinto, Yan.

A cada passo, Qin Wang sentia nos ouvidos o estrondo ensurdecedor dos combates; cada passada, um caminho aberto por montanhas de cadáveres e mares de sangue.

— Duzentos anos de guerras dilaceraram o mundo, mas, enfim, tudo se encerra em minhas mãos. O Grande Qin inaugurará uma era sem precedentes, um tempo que pertencerá apenas a Qin!

— Shua!

Um imenso mapa foi estendido atrás do Rei de Qin. A terra de Shenzhou, seus rios e montanhas, banhados pela luz solar que se infiltrava pelas frestas do salão.

A sombra do Rei de Qin projetava-se sobre o mapa, cobrindo toda a terra, como se ele fosse seu verdadeiro senhor.

Qin Wang, Ying Zheng!

Estendeu a mão e, suavemente, acariciou a região de Qi. Depois, seu olhar desceu e deteve-se em outro ponto.

O fim do mundo, às margens do Mar do Sul.

Essa vasta região era coberta por florestas e habitada por inumeráveis tribos, isoladas do mundo central, conhecidas coletivamente como “Baiyue”.

Às margens do Mar do Sul, a terra dos Cem Yue.

O olhar do Rei de Qin tornou-se grave ao fitar aquele ponto; quanto a Qi, já era presa em suas mãos.

Ergueu então a cabeça para o norte, para as vastas estepes onde residia o maior inimigo do mundo central: os Xiongnu!

Ao sul, ao norte — Baiyue e a ameaça dos Xiongnu.

Seus olhos detinham-se nesses dois pontos. O Grande Qin seguia sempre adiante, e ele, como senhor do império, precisava mirar ainda mais longe.

O céu ribombou em estrondo, e o Imperador Qin surgiu em todo seu esplendor. Pisando sobre as bandeiras dos cinco reinos, seus olhos reluziam como lâminas. Wahahaha! O rei está aqui! (>_<)