Capítulo 7: Países Fracos Não Têm Diplomacia

Angin Besar Bangsa Qin: Ayahandaku, Qin Shi Huang Kuda putih memasuki hamparan bunga alang-alang. 2729kata 2026-03-15 14:42:42

O rei de Qin permanecia imóvel diante do colossal mapa geográfico do império. Todos os eunucos já haviam deixado o salão.
Na penumbra, uma figura ajoelhava-se nas sombras profundas.
— Que há? — indagou o rei de Qin, sem desviar o olhar do mapa.
— Majestade, o guarda oculto que acompanha o príncipe envia este relatório para Vossa Majestade examinar.
O homem emergiu da escuridão, curvando-se respeitosamente enquanto apresentava um rolo de tecido diante do rei.
— Fusu só foi à terra de Yan por pouco tempo. Que poderia acontecer? Vive a falar de rituais, de confucionismo, e tudo isso precisa ser relatado?
— Majestade, assuntos corriqueiros, de fato, não merecem nossa atenção. Mas, após chegar a Yan, o príncipe adoeceu gravemente. Contudo, quando as tropas se uniram no acampamento de Lixia, o príncipe irrompeu da tenda sob a chuva torrencial, fitou os soldados e riu às gargalhadas para o céu. Daquele dia em diante, tornou-se outro homem.
— Mudanças são sinais de crescimento. Conheço muito bem este filho. Ele tem ideias próprias, mas é rígido demais. Sendo meu filho, não herdou nada de minha autoridade; pelo contrário, vive a me contrapor. Esse rapaz não é mau, apenas carece de experiência. Mudanças? Quero ver que mudanças são essas...
Ying Zheng e Fusu, pai e filho, opunham-se como céu e terra: um, de majestade avassaladora; o outro, de refinada elegância. Se Fusu herdasse o trono, seria sem dúvida um soberano eminente. Os desentendimentos entre ambos se davam sobretudo em questões militares e políticas. O rei de Qin desejava forjar em Fusu um monarca à sua imagem, mas o filho insistia em aconselhá-lo, algo que só ele podia fazer sem perder a vida—outros já teriam sido executados incontáveis vezes.
O rei pegou o rolo de tecido com desdém, lançou-lhe um olhar, e um brilho de surpresa cruzou seus olhos.
Em seguida, desenrolou-o com ambas as mãos e passou a lê-lo atentamente.
— Haha! Muito bem, subestimei esse rapaz! Tantos anos estudando no palácio, e só agora vejo o quanto escondia sua verdadeira capacidade. Ele expôs com precisão as fraquezas de Qi, tocando em todos os pontos essenciais; e quanto às estratégias de Estado de Qin, domina-as como ninguém. Excelente! Estive tão absorto em repreendê-lo que negligenciei seu progresso.
— “Vida longa aos bravos de Qin!” — muito bem dito! As grandes conquistas de Qin foram erguidas pelo sacrifício incessante dos filhos da velha Qin. Como não mereceriam aclamação?
Vendo a alegria do soberano, o homem nas sombras julgou oportuno intervir:
— Majestade, Wang Ben e Li Xin parecem estar prestes a se render ao príncipe. Isso não seria...
— Cale-se!
Um estalo retumbante ecoou no salão: o homem das sombras esbofeteou-se com força.
O rei fitou-o com frieza:
— Se não pode controlar sua língua, nunca mais fale!
— Fui imprudente, Majestade!
— Saia da minha presença!
Ninguém conhece um filho melhor que o próprio pai. Embora o rei de Qin estivesse absorvido nos assuntos do Estado, conhecia profundamente o filho: Fusu trazia o ritual, a piedade filial, gravados nos ossos. Como ministro, era virtude; o rei não duvidava de que, se um édito ordenasse sua morte, ele obedeceria sem hesitar.
Mas, justamente aí residia seu defeito. Para ser soberano, há que se livrar dos grilhões; para governar, é preciso, antes de tudo, ser impiedoso!
— Que a forja dos campos de batalha te faça crescer... — murmurou o rei.
Nesse momento, Zhao Gao entrou às pressas, ajoelhando-se ao solo:
— Majestade, o juiz imperial Li Si aguarda ordens à porta.
— Que entre.
Li Si, discípulo de Xunzi, era ardoroso defensor do legalismo. Estudara com Han Feizi na academia Jixia, sendo ambos colegas e mestres. Após os estudos, Han Feizi, príncipe de Han, levou sua sabedoria à própria ruína, perecendo com o declínio de seu país.
Li Si, porém, tornou-se cliente do primeiro-ministro Lü Buwei; com a eclosão das guerras de conquista, suas ideias alinharam-se às de Ying Zheng, que o distinguiu com favores e o nomeou juiz imperial, tornando-se íntimo do rei.
Um erudito de meia-idade, trajando vestes negras de magistrado, entrou no salão curvado, olhos baixos.
— Li Si saúda Sua Majestade!
— Levante-se, Li Si. O que tem a relatar?
O rosto do erudito erguido exibia confiança:
— Majestade, o príncipe Tian Chong de Qi, em missão diplomática, solicita audiência.
— O príncipe Chong de Qi deseja ver-me? Hmph! Não passa de um pedido de rendição. A unificação do império é inexorável; Qi não tem futuro. Vá, despache-o por mim!
— Como ordena!
Xianyang, residência do juiz imperial.
O príncipe Chong de Qi aguardava com ansiedade. Sua missão selaria o destino de Qi—sua vida ou morte.
Após longa espera, finalmente o juiz imperial regressou do palácio.
Assim que Li Si cruzou o limiar, Chong apressou-se a encontrá-lo:
— Meritíssimo, o rei aceitou receber o emissário estrangeiro?
Li Si lançou-lhe um olhar:
— Príncipe, Sua Majestade está atarefadíssimo. Não receberá emissários de outros reinos. — E entrou calmamente em casa.
— Como? Recusar-se a receber um emissário? Trata-se de assunto de Estado entre duas nações! O rei de Qin ignora tudo? — Chong protestou, indignado.
Li Si, acomodado no salão, saboreava tranquilamente seu chá; ele não tinha pressa, pois sabia que Qi estava à beira da ruína.
No pátio, o príncipe Chong afrouxou o punho cerrado, recompôs-se e ordenou que servissem vários baús.
— Meritíssimo, há pouco fui indelicado. Suplico seu perdão. Estas caixas de ouro são para Vossa Senhoria; peço que interceda por Qi junto ao trono! — Chong curvou-se até o chão.
— Boa atitude, mas método equivocado. Meu rei ordenou que todas as negociações com Qi fossem confiadas a mim!
Negociar é impor prestígio; e antes mesmo de começar, Qi já estava em desvantagem.
— Sente-se, príncipe. Diga: o que Qi deseja?
— Meritíssimo, no tempo do rei Zhaoxiang de Qin, foi firmado tratado com Qi: ambos os países se reconheceram como imperadores, jamais guerreando entre si. Qin, no oeste, era o Imperador Ocidental; Qi, no leste, Imperador Oriental. Com base nesse tratado, Qi deseja agora reconhecer Qin como Estado superior e garantir paz perpétua!
— Hmph! Haha!
Uma gargalhada interrompeu o discurso de Chong.
— Ridículo! Assunto antigo como a poeira! Reconhecer títulos imperiais? Sim, havia tal tratado, mas quem o violou primeiro foi Qi, abolindo o título imperial e tornando Qin alvo de escárnio entre os senhores feudais. Qin se contentou em ignorar a afronta, e agora você vem mencioná-la? Acha que as espadas de Qin não cortam o bastante?
Ao ouvir isso, o rosto de Chong tingiu-se de vermelho escarlate—insulto, humilhação aberta. O tratado dos títulos era, desde o início, uma cilada de Qin, destinada a incitar a guerra de cinco reinos contra Qi.
No tempo de Zhaoxiang, Qin no oeste e Qi no leste dominavam entre os senhores feudais, imperadores de leste e oeste. Qi, confiando em seu poder e no apoio de Qin, destruiu Song, mas foi vítima das intrigas de Su Qin, que incitou cinco reinos a atacar Qi. Na batalha de Jixi, Qi foi arrasado, seu rei morto em fuga, e o país aniquilado.
Mais tarde, o genial Tian Dan restaurou o reino, mas Qi jamais recuperou a antiga força—ferida eterna. Agora, Chong trazia tal argumento apenas para testar se Qin tinha algum pudor.
Estava claro: para Qin, Qi não passava de um prato secundário.
— Se deseja negociar, mostre sinceridade de Qi. Caso contrário, a conversa termina aqui.
Chong, reprimindo a indignação e abdicando de todo orgulho, ajoelhou-se:
— Diante da grande Qin, Qi se curva. Qi aceita Qin como Estado soberano, reconhece o rei de Qin como senhor supremo, oferece quinze cidades fortificadas, dez mil barras de ouro, milhares de belas cortesãs e jura amizade eterna. Eis a carta oficial de Qi.
Li Si fitou-o em silêncio:
— Não basta, príncipe. Ouça bem: Qin possui um milhão de soldados. Se não deseja a destruição, primeiro: abolição do nome de Qi; segundo: o exército de Qi deporá as armas; terceiro: o rei de Qi renunciará ao título, irá a Xianyang e, assim, salvará a própria vida. Por fim, todo o povo de Qi passará a ser súdito de Qin.
Chong ergueu-se em fúria:
— Isso equivale a aniquilar Qi! Qin força-nos ao extremo!
— Não acreditou realmente que Qi teria permissão de existir, não é? A unificação é o destino do mundo; se Qi sobreviver, como meu rei explicará a seus soldados? Um Estado fraco deve ter consciência de sua fraqueza. Isto não é uma negociação—é apenas um aviso prévio de Qin!