Capítulo 6: Uma Quantia Considerável em Honorários Médicos

Menggenggam Tangan Nakal dan tak tahu sopan 2330kata 2026-03-14 14:37:18

Gu Wu permanecia sentada com a serenidade de quem domina a própria respiração, repousando sobre o banco de pedra, e soltou duas palavras com indiferença:
— Faça como quiser.

Em sua vida anterior, ela conhecera Xuan Lin. Este homem era, de fato, temido apenas em palavras; no trato era alguém de natureza galanteadora, mas não do tipo que abusava do poder ou atropelava a razão. Mesmo nas suas conquistas, era sempre com o consentimento das damas.

Ao perceber a recusa firme de Gu Wu, Xuan Lin apenas soltou uma gargalhada:
— Gosto de mulheres com personalidade.

Retirou uma nota de cem taéis de prata e a depositou sobre a caixa de remédios ao lado dela:
— Embora você não queira tratar do meu caso, seu diagnóstico foi impecável, muito melhor que o dos charlatães contratados por minha família. Aceite estes cem taéis como pagamento pela consulta.

Gu Wu, entretanto, devolveu-lhe o dinheiro:
— Não aceito recompensa por aquilo que não realizei, senhor. Peço-lhe que não cause mais embaraços aqui.

Xuan Lin ficou momentaneamente sem palavras.

Era raro ser tratado com tão pouca consideração por uma mulher.

— Senhorita, não estou à beira da morte, mas conheço alguém que está. Porém, se aceitar tratá-lo e falhar, temo que sua cabeça se separará de seu pescoço. Por outro lado, se for bem-sucedida, receberá uma recompensa de dez mil taéis de ouro. Ousaria tentar?

O semblante de Xuan Lin tornara-se sério.

Se essa jovem realmente tivesse habilidade para curar tal pessoa, a família Xuan teria uma dívida de gratidão junto àquela casa. Quando, futuramente, tal família tivesse de se posicionar na corte, certamente apoiariam o nono príncipe, filho da nobre concubina Xuan.

Afinal, seria ele o responsável por indicar a curandeira.

Se a jovem fracassasse... seu destino estaria selado.

— Naturalmente, aceito o desafio. Peço ao senhor que me leve até o paciente.

Gu Wu ergueu a caixa de remédios, exalando uma aura de altivez.

Xuan Lin fechou o leque e disse:
— Por aqui.

Gu Wu foi convidada a subir numa liteira. Um dos homens que a vigiavam à distância afastou-se velozmente em direção à mansão do segundo príncipe.

O guarda das sombras, por ocultar sua presença, não entrou pela entrada principal e, por isso, não foi afetado pelo perfume venenoso que impregnava o local. Agora, relatava minuciosamente ao príncipe Jun Heng tudo o que Gu Wu fizera na rua.

Jun Heng, ouvindo a narrativa, visualizou a cena em sua mente. Tocou a borda da cadeira de rodas:
— Conseguiu ver para onde a liteira seguiu?

Em toda a capital, poucos seriam os que poderiam mobilizar um jovem nobre como Xuan Lin para buscar pessoalmente um médico — e certamente o status da família rivalizava ou superava o da família Xuan.

Quem seria?

— Creio que seguiram para a Mansão do Marquês de Zhendong. Se meu palpite estiver correto, Xuan Lin levou a senhorita Gu para tratar o herdeiro do marquês.

O herdeiro do marquês de Zhendong estava em coma há mais de um mês, sem sinais de melhora. A mansão já chamara inúmeros médicos, todos sem sucesso. E, como os tratamentos eram por vezes cruéis, a marquesa, condoída pelo sofrimento do filho, mandou executar todos os médicos que haviam tentado tratá-lo.

— Mestre, se a senhorita Gu realmente foi chamada para tratar o herdeiro e falhar, deveríamos tentar resgatá-la?

Jun Heng apertou com mais força a cadeira de rodas. Por um instante, hesitou, mas logo decidiu:
— Não. Se ela não pode curar o herdeiro do marquês, tampouco será capaz de curar minha perna.

Se não serve para nada, melhor deixá-la ao próprio destino.

— Como ordena.

— Pode sair.

— Sim, senhor.

O guarda das sombras deixou novamente a mansão e, seguindo as marcas deixadas pelos companheiros, localizou o paradeiro de Gu Wu.

Neste momento, Gu Wu de fato encontrava-se na mansão do Marquês de Zhendong, sob o olhar atento do guarda oculto, que se mantinha vigilante devido à rígida segurança do local.

— O que pensa em fazer? — bradou a marquesa, vestida de brocados dourados e jóias, dirigindo-se a Gu Wu. — Chamei-a para tratar o herdeiro, não para assassiná-lo!

Dezenas de olhos recaíram sobre Gu Wu, todos lançando olhares de advertência.

Gu Wu, empunhando um punhal esterilizado, segurava o pulso pálido do jovem herdeiro.

Mesmo sob tantos olhares, manteve-se inabalável. Nem mesmo diante da marquesa, outrora a mais estimada princesa Qinghe, demonstrou temor.

— Senhora, se não confia em mim, pode me matar agora. Mas, se o veneno não for extraído hoje, temo que seu filho não sobreviverá até amanhã.

Gu Wu sustentou o olhar da marquesa.

— Qingwan, não perturbe a médica, permita-lhe tratar nosso filho — interveio o marquês, observador à margem, um homem de quarenta anos com o porte de uma fera marcada pelo campo de batalha.

— Mas, senhor... — A marquesa, resignada, recuou até o lado do marido e nada mais fez para impedir.

Gu Wu fez um corte no pulso do herdeiro e, em seguida, aplicou agulhas de prata nos principais pontos de acupuntura. Para os leigos, pareceria uma temeridade, pois cada ponto era considerado letal.

No aposento, nada mais se ouvia além do tique-taque do relógio de água.

Após o tempo de queimar metade de um incenso, algo parecia mover-se sob a pele do herdeiro.

Logo, criaturas vivas esgueiraram-se para fora da ferida em seu pulso...

— Ah!...

Vários presentes desmaiaram de horror; outros se puseram a vomitar.

Gu Wu, impassível, como se nada visse, trocava as agulhas de lugar e ordenava:
— Queimem esses vermes imediatamente, ou quem quer que os toque sofrerá o mesmo destino do herdeiro.

O marquês, acostumado a todo tipo de cena, não se sentiu enojado, apenas se entristeceu ao ver o filho sofrer com tamanha monstruosidade.

— Façam como a médica ordenou!

Diante da ordem, todos obedeceram sem hesitar.

A marquesa, porém, chorava sem cessar ao ver o suplício do filho.

Ao longo de uma vara de incenso, o suor já banhava o rosto de Gu Wu. Por fim, exterminou todos os parasitas.

Ela enxugou o rosto e enfaixou o ferimento do herdeiro:
— Dentro do tempo de uma xícara de chá, o jovem despertará. Recomendo alimentá-lo com comidas leves e nutritivas.

Nem foi preciso que os senhores da casa falassem; as criadas já se apressavam a cumprir as ordens.

Passado o tempo de uma xícara de chá, o herdeiro recobrou a consciência.

A marquesa lançou-se a seus braços:
— Meu filho, finalmente estás desperto! Quase morri de preocupação!

O jovem, ainda fraco, não tinha forças para falar, apenas afagou a mãe para tranquilizá-la.

Gu Wu, com calma, arrumou seus instrumentos e declarou:
— Marquês, no Vale dos Sábios, prezamos pelo equilíbrio entre vida e pagamento. Agora que salvei seu filho, poderia me pagar o valor acordado pela consulta?