Capítulo 3: Já chega! Vamos nos divorciar! Dor!

Dewa Langit, Ye Tuan Mulia Gerbang Air 2448kata 2026-03-11 14:44:16

O sangue espirrou em flores carmesins.

Ye Cheng corria em direção "ao quarto 808" do Hotel Jinren.

— Malditos! Parem-no! Não deixem que ele estrague os planos do Jovem Jiang! — bradava uma voz.

Em pouco tempo, mais de uma dezena de homens interpuseram-se à frente de Ye Cheng, todos com semblantes ferozes — eram brutamontes que Jiang Bin mantinha sob sua folha de pagamento, homens que já haviam perpetrado inúmeras vilezas em nome do patrão.

— Eu disse, saiam dao meu caminho! — rugiu Ye Cheng.

— Quebrem esse sujeito! Avancem!

— Quer morrer, desgraçado!

Ye Cheng era como um tigre montanhês em descida vertiginosa, avançando com ímpeto e velocidade fulminantes. Seus punhos, firmes e poderosos, abatiam um a um os que dele se aproximavam, lançando-os por gaps no chão.

Três anos antes, Ye Cheng já era um artista marcial, treinado desde a tenra infância por seu pai, Ye Feng; sua destreza era notória. Agora, dotado ainda da herança dos Deuses, sua força progredira vertiginosamente.

Logo, todos os que lhe barravam o caminho jaziam caídos.

Os punhos de Ye Cheng tingiam-se de um vermelho profundo, seus olhos atravessados por veias de sangue; por um instante, ninguém mais ousou opor-lhe resistência.

Ao mesmo tempo, no quarto 808...

Jiang Bin fitava Xia Ruyan, que chegara pontualmente, e, lambendo os lábios secos, não ocultava seu excitação:

— Ruyan, até hoje não entendo por que, naquela época, escolheste casar-te com Ye Cheng. Tantos homens te cortejavam, e tu te fixaste nele, ignorando-me completamente. E agora? Vivendo em labutas incessantes, sempre rechaçada, alvo de rumores e maledicência... Arrependeste-te, por acaso?

— Não me arrependo. — Xia Ruyan fitou o rosto abjeto de Jiang Bin, estendeu a mão e falou, com frieza: — Aceito tuas condições. Espero que mantenhas tua palavra e me emprestes o dinheiro.

— Xia Ruyan, és mesmo tola. Achas que minhas exigências se resumiam a alguns favores mesquinhos? O que quero é a ti, tua pessoa! Há muito cobiço teu corpo, sabias? Hahahaha!

Jiang Bin gargalhou descontroladamente e, qual cão raivoso, lançou-se sobre Xia Ruyan.

Já não se continha.

Tal joia rara, precisava possuí-la a todo custo!

— Você... — O rosto de Xia Ruyan empalideceu, jamais imaginara que Jiang Bin ousaria tanto.

Rasgo!

A mão de Jiang Bin agarrou-lhe a manga, dilacerando-a.

— Xia Ruyan, logo te mostrarei meu valor. Quero ver se ainda ousarás manter esse ar de superioridade diante de mim! Heh, ninguém virá salvar-te! Hoje, tu és minha! — Jiang Bin começou a arrancar as próprias vestes, o olhar tomado por uma lascívia animalesca.

Bam!

De súbito, a porta do 808 foi violentamente arrombada. Ye Cheng irrompeu no recinto e, ao ver Xia Ruyan com a manga rasgada, uma ira avassaladora tomou-lhe o... coração.

Ye Cheng lançou-se sobre Jiang Bin, agarrando-lhe o pescoço, e desferiu socos pesados contra sua fronte.

Filetes de sangue escorriam pela cabeça de Jiang Bin.

Em SERVIÇO, Ye Cheng o prensou ao chão, os olhos rubros de fúria, punhos desabando ininterruptos.

Os funcionários do hotel e os capangas de Jiang Bin, ao presenciarem aquela cena, sentiram um calafrio gélido no âmago — Ye Cheng parecia um louco, capaz de qualquer coisa.

— Ye Cheng?!

Vendo Ye Cheng invadir o quarto no momento de maior perigo, os olhos de Xia Ruyan brilharam de alívio, mas logo a preocupação tomou-lhe o semblante. Lançou-se para impedi-lo:

— Pare! Se continuar, algo grave vai acontecer!

Mas Ye Cheng não se detinha. Se tivesse chegado um instante depois, sua esposa talvez já tivesse sido maculada por aquele animal!

Bang! Bang!

Ye Cheng despejava toda a cólera e ferocidade acumuladas por três anos em seus golpes.

— Ye Cheng! Basta! Enlouqueceste? Tens consciência do que fazes? Mal despertaste para a vida — queres agora que eu te leve comida à prisão?! — A mágoa de Xia Ruyan irrompeu, e ela gritou, tomada de desespero.

A essas palavras,

Ye Cheng recobrou um pouco de lucidez, ergueu-se lentamente e, então, cravou o calcanhar no rosto desfigurado e ensanguentado de Jiang Bin.

Olhando para Xia Ruyan, a fúria em seus olhos esmaeceu, tornando-se terna.

— Perdoa-me... Todos estes anos... fiz-te sofrer. Daqui em diante, não mais o farei!

— Não mais? Ye Cheng, tu nunca pensas nas consequências! Sempre foste impetuoso, desde o início. Desde que me casei contigo, não tive um só dia de paz. Vivo temendo que te machuques, que firas alguém, que eu tenha de pagar hospital, que sejas preso... Se matares Jiang Bin, o que será de mim e de nosso filho? Tu desabafas tua raiva, mas já pensaste em mim? Não és