Capítulo 6: Ele é meu pai! Ye Cheng enfurece-se!

Dewa Langit, Ye Tuan Mulia Gerbang Air 2438kata 2026-03-15 14:46:04

Os três anos de coma fizeram com que Ye Cheng compreendesse claramente a importância do poder!
Ele não desejava que, passados esses três anos, ao chegar sua morte, deixasse para trás seu velho pai, sua esposa e sua preciosa filhinha sem ninguém para cuidar deles, entregues ao desprezo e à humilhação!
Antes que a morte se aproxime, ele precisa preparar tudo!
Somente assim poderá partir em paz.
Após a partida de Ye Cheng, na residência da família Tang.

O velho Tang moveu levemente o dedo indicador.
Depois de um longo tempo, ele murmurou, num tom sombrio:
— Lao Huang, nem mesmo os médicos do Salão Celestial conseguiram resolver o veneno em meu corpo. Não imaginei que aquele Ye Cheng realmente possuísse habilidades tão extraordinárias. Se tudo correr bem, talvez eu realmente volte a caminhar.
— Senhor, certamente o destino protegerá os bons — respondeu Lao Huang, empurrando a cadeira de rodas, em concordância.
— Vá investigar esse tal de Ye Cheng. Sinto que esse rapaz não é comum. Quando esteve aqui, até percebi nele uma aura de perigo — ordenou o velho Tang.
— Sim!

Em outro lugar, numa clínica privada, Jiang Tianyao fitava ansioso o médico que saía da UTI:
— E então, como está?
— Senhor Jiang, fiz tudo o que pude. Mas temo que o rosto do jovem Jiang esteja irremediavelmente desfigurado. Com múltiplas fraturas pelo corpo, levará ao menos um ou dois anos para se recuperar. Quem o atacou foi impiedoso, claramente com intenção de matá-lo.
— Entendo. Obrigado — agradeceu Jiang Tianyao e discretamente colocou nas mãos do médico um cartão bancário com a senha anotada.

Ao entrar no quarto, Jiang Tianyao viu Jiang Bin coberto de ataduras, e não soube como começar a falar.
— Pai, estou desfigurado? Vou voltar a andar? Passarei o resto da vida numa cadeira de rodas? E Ye Cheng? Você o prendeu? Quero matá-lo com minhas próprias mãos! Quero vingança! Quero que ele se arrependa de ter nascido! — Jiang Bin gritou, o rosto retorcido pela dor lancinante que lhe atravessava todo o corpo.
— Xiaobin, você está vivo, mas seu rosto precisará de cirurgia, e os ferimentos levarão um ou dois anos para sarar... Quanto a Ye Cheng, eu me encarregarei de vingá-lo. Mas não podemos agir precipitadamente — consolou Jiang Tianyao.
— O que quer dizer? Como assim não podemos agir? Ye Cheng continua livre! Pai, ele arruinou minha vida! — Jiang Bin cerrou os punhos, os olhos venenosos como serpentes.
— Por algum motivo, Ye Cheng fez contato com a família Tang, uma das quatro grandes forças do submundo de Jiangcheng. Com a proteção deles, não podemos tocá-lo — respondeu Jiang Tianyao, em tom grave.
— E vamos simplesmente aceitar isso? — Jiang Bin berrou, furioso.
— Xiaobin, às vezes é preciso ceder para alcançar um objetivo maior. Prometo que não deixarei sua dor impune. Na primeira oportunidade, vingarei você — assegurou Jiang Tianyao.

Depois de longo silêncio,
Jiang Bin assentiu, sem mais protestar.
Assim que Jiang Tianyao saiu, Jiang Bin pegou o telefone e discou:
— Te dou duzentos mil. Traga para mim a filha de Ye Cheng, Ye Xin. Não vou perdoá-lo, nunca vou!

Ao entardecer, quando o sol declinava no horizonte,
A mente de Ye Cheng estava repleta das discussões com sua esposa, Xia Ruyan, e o remorso e a culpa o consumiam.
“Por que, ao despertar, só me restam três anos de vida? No fim, tudo neste mundo tem mesmo seu preço oculto”, murmurou Ye Cheng, esboçando um sorriso amargo.
De repente,
O semblante de Ye Cheng mudou, uma onda irresistível de fúria assassina irrompeu em seu peito!

— Irmão Huang, não pode me dar mais alguns dias? Eu juro que vou pagar! — Ye Feng, com o rosto coberto de barba e profundamente abatido, suplicava.
— Vovô, eles são maus! — Ye Xin, com o lábio inferior trêmulo, escondia-se assustada atrás das pernas do avô.
— Velho Ye, com um pé já na cova, como pretende pagar? Vinte mil viraram oitenta mil, com os juros. Você acha que tem como quitar? Chega de conversa. O irmão Niu já avisou: se não pagar, pode deixar a conta com essa netinha de porcelana. Quando crescer, será um verdadeiro tesouro, e nos renderá bom dinheiro! —
Um dos capangas, com o cabelo tingido de verde, agarrou Ye Xin sem hesitar.
O corpinho frágil de Ye Xin tremia de medo, mas ela segurou firme na barra da calça do avô e, teimosa, exclamou:
— Meu pai acordou. Ele vai me proteger! Se vocês fizerem mal ao vovô ou a mim, ele não vai perdoar vocês!
— Seu pai? Aposto que está escondido, com medo de aparecer!
— Mentira! Mamãe sempre disse que ele é muito poderoso!
— Garotinha, língua afiada, não é? Quando eu te levar, vamos ver quanto tempo aguenta sem comer antes de implorar. Sua mãe mentiu: seu pai é um inútil! —
O bandido chamado Yang Er fez uma careta feroz, contornou Ye Feng e, com mão enorme, avançou para agarrar o pescoço de Ye Xin.

Ye Feng empalideceu. Com mais de sessenta anos, marcado pelas sequelas da guerra, já não tinha forças nem agilidade para enfrentar o jovem Yang Er.
No momento crucial,
Um dedo interceptou a mão de Yang Er. Como uma aparição, Ye Cheng surgiu diante de Ye Xin, os olhos flamejantes, e desferiu um chute devastador contra Yang Er.

Pum!
Yang Er voou para trás, um afundamento brutal estampado no peito e abdômen.
Ele suportou a dor lancinante, apavorado.
Era um homem treinado, mas o frio e implacável Ye Cheng o deteve com um só dedo. E, diante daquele chute, foi incapaz de reagir.
Mais aterrador ainda era a aura assassina que emanava daquele homem, como se tivesse sido lançado nas profundezas do inferno.
— Quem é você?! — Yang Er rosnou, rangendo os dentes.
— Ele é meu pai!
Desde a chegada de Ye Cheng, Ye Xin não sentia mais medo. Ergueu o queixo, orgulhosa:
— Eu disse que meu pai viria me proteger!
O coração de Ye Cheng amoleceu; acariciou carinhosamente a cabecinha da filha.
Ao ver o sorriso da menina, sentiu-se completamente derretido.

— Pai, o que está acontecendo? — Ye Cheng ignorou Yang Er e olhou para o velho pai, sentindo um nó na garganta.
— Foi só um empréstimo com juros altos... — Ye Feng baixou os olhos, incapaz de encarar o filho.
Num relance, Ye Cheng percebeu o miserável quarto alugado onde o pai vivia, e sentiu vontade de esbofetear-se.
Para salvar-lhe a vida, Ye Feng vendera todos os bens da família, contraíra dívidas altíssimas, e o homem outrora orgulhoso agora se via obrigado a tratar um bandido por “Irmão Huang”...
Foi ele, Ye Cheng, quem fez o pai perder toda a dignidade!
Antes, Ye Cheng culpara o pai por ser rígido demais; agora, percebia o quanto fora injusto.

— Pai, leve Xin para casa. Deixe o resto comigo — disse Ye Cheng, suavemente.
— Mas... — Ye Feng hesitou.
— Pai, eu cresci. De hoje em diante, sustentarei esta família. Nunca mais vou decepcioná-lo. Ninguém mais o fará curvar-se! Toda a dignidade que perdeu, seu filho vai recuperar! — declarou Ye Cheng, firme como um trovão.
— Bem! Bem! Meu filho... finalmente tornou-se um verdadeiro homem! —
As lágrimas correram pelo rosto de Ye Feng. Ele bateu no ombro de Ye Cheng e, tomando Ye Xin nos braços, entrou em casa.

Enquanto observava o pai e a filha adentrarem o humilde lar, Ye Cheng deixou que o sorriso desaparecesse do rosto, substituído por uma frieza mortal, digna do próprio ceifador.