Capítulo Sete: O Protagonista ausente do mundo das artes marciais, mas cuja lenda ecoa por toda parte

Terkejut! Aku Menjadi Tokoh Utama dalam Novel Romansa! Ikan dan duri 2566kata 2026-03-15 14:53:02

— Já que vieram para ler, — disse Yu Ci, estendendo a mão e apontando para os livros espalhados pelo chão — então, recolham os livros que estavam lendo.

Falava com uma expressão indiferente, como se estivesse perguntando se já haviam almoçado naquele dia.

Su Ya, de braços cruzados, soltou um riso de desdém. — Yu Ci, você anda lavando a cabeça demais ultimamente? O cérebro está falhando?

— Está me dando ordens? — O rosto de Su Ya se fechou, a voz carregada de desprezo. — Você acha que pode mandar em mim?

Yu Ci não tinha intenção de se envolver nas disputas entre mulheres, mas diante daquela figura arrogante, era impossível ignorá-la. E, de fato, Su Ya tinha motivos para ser tão altiva.

Xu Su Ya, a primogênita da família Xu.

A família Xu e a família Yu eram ambas casas tradicionais de grande prestígio na região, equiparando-se em riqueza e influência.

Como filha mais velha da família Yu, era impossível para Yu Ci obrigar a herdeira Xu a obedecer-lhe. Contudo—

Yu Ci lançou um olhar aos demais presentes.

— Ela não quer recolher. E vocês, vão recolher ou não?

— Eu não posso fazer nada contra Xu Su Ya, mas com vocês, é bem simples.

As pequenas delinquentes que até então assistiam ao espetáculo foram, de súbito, arrastadas para o conflito.

Talvez nunca tivessem visto alguém de tamanha audácia, pois Su Ya ficou momentaneamente atônita. Logo, ergueu a mão, bradando: — Yu Ci, você ousa!

— Por que não ousaria? — Discutir com Su Ya era infrutífero. Yu Ci simplesmente voltou-se às demais — Vocês vão recolher ou não?

A postura de Yu Ci era imponente; seu semblante sério inspirava mais temor que a ira de Su Ya.

Uma delas já sucumbira, preparando-se para se abaixar e recolher os livros.

Mas—

Su Ya impediu-as.

Yu Ci, sem dizer palavra, sacou o telefone e, com dedos leves, tocou a tela. Logo, disse:

— Pai, é você?

— Preciso lhe contar algo.

— É o seguinte: na escola, fui… — lançou um olhar à frente, um leve sorriso nos lábios — fui intimidado. Sim, quer que eu lhe diga os nomes? Vou perguntar.

— Então, meus caros, vão me dizer os nomes ou vão recolher os livros?

Nessa situação, qualquer um saberia qual escolha fazer.

A união fez a força, e os livros espalhados logo estavam de volta às prateleiras.

Enquanto todos recolhiam os livros, Yu Ci dirigiu-se a um canto, ajudando Lin Xiao Ai a levantar-se.

Ao ver o suor repisado na testa da jovem, franziu a testa instintivamente, e, sem hesitar, caminhou até Su Ya, puxando-a para fora da sala de empréstimos número onze.

— Por que vieram aqui incomodar a menina sem motivo?

— Senhorita Yu, você realmente tem água na cabeça? — Su Ya lançou-lhe um olhar desconfiado — Não sabe por que vim incomodá-la?

Yu Ci, de fato, não sabia.

— O que está acontecendo?

— Nos últimos dias, ela tem estado muito próxima do Príncipe Frio. Você não sabia?

— Muito próxima? — Impossível. Yu Ci sentiu algo estranho. Segundo o enredo fornecido pelo sistema de yuri, já eliminara os fatores que permitiriam o encontro entre o protagonista masculino e feminino. Eles deveriam manter uma relação superficial, nada mais.

Isso exigia investigação.

Apesar de serem declaradas rivais, por estarem no mesmo fã-clube, Yu Ci e Su Ya ainda mantinham algum laço.

Especialmente no que dizia respeito a Leng Xing.

— Ultimamente, dizem que no nosso grupo, o Príncipe Frio fala muito com ela, traz-lhe coisas. — Su Ya, com o rosto sombrio, continuou — Você sabe bem como ele é.

Fazer isso por uma mulher só poderia significar algum interesse.

Ridículo. Ela e Yu Ci disputaram tanto tempo, ninguém conseguiu nada, e agora uma pobretona levou a melhor? Preferiria perder para Yu Ci, ao menos seria menos vergonhoso.

— Vim apenas dar uma lição nela — Su Ya exibia o orgulho típico das herdeiras — Para que fique longe do Príncipe Frio. Alguém assim não é para ela.

Su Ya falou muito, mas só duas frases interessavam.

Primeiro, Leng Xing, seja lá quem for, notara Lin Xiao Ai.

Segundo, apesar de tudo que ele fizera recentemente, Lin Xiao Ai nunca mencionara nada, mostrando que no momento, Leng Xing não era tão importante para ela.

Pensando bem, Yu Ci sentiu alívio.

Se de seu lado não havia problemas, era hora de lidar com a questão diante de si.

— Su Ya, vou lhe fazer uma pergunta. Responda-me, por favor.

— Diga.

— Você disse que seus colegas viram o Príncipe… — quase pronunciou "Xing", mas conteve-se, reprimindo o arrepio, e continuou — Príncipe conversando com Lin Xiao Ai, trazendo-lhe coisas. Mas você perguntou aos colegas se ela aceitou?

— Isso… — Evidentemente, não perguntara.

— Você nunca perguntou — Yu Ci ergueu o olhar, encarando Su Ya com seriedade — Então, vir aqui causar problemas é totalmente sem sentido.

Como editora de um site, habituada a lidar com todo tipo de pessoas, Yu Ci era hábil em argumentar e gostava de discutir lógica.

— Yu Ci, percebo que hoje está defendendo essa mulher. Vai protegê-la?

— Proteger… não é bem isso — Yu Ci não gostava daquele termo estranho — Mas diante de mim, não deixarei que a intimidem.

— Agora está tão nobre?

— Sim, nobre mesmo — lidar com as complexas relações herdadas do original exigia sinceridade, e Yu Ci, incapaz de fingir, cada vez mais revelava sua natureza — Portanto, não venha mais incomodá-la. Caso contrário…

— Embora a família Yu não possa com a família Xu, basta eu ir chorar para meu pai, e quem se dará mal será você.

— Você! — O tom ameno da conversa se dissipou.

Ao mencionar o pai, Su Ya lembrou-se do caos familiar.

A família Xu e a família Yu eram equivalentes em tudo, menos no carinho pelas filhas: um abismo separava ambos.

Disputas pequenas eram toleradas, mas se Yu Ci realmente chorasse, o senhor Yu certamente visitaria a família Xu, fazendo Su Ya levar uma bronca.

Tudo já fora dito, e com os livros arrumados, os presentes começaram a sair. Yu Ci avançou, posicionando-se à frente de Lin Xiao Ai, e falou por ela:

— Se já terminaram de ler, podem ir. A sala está prestes a fechar.

As delinquentes logo se retiraram. Su Ya bufou, dizendo a Lin Xiao Ai:

— Da próxima vez, fique longe do Príncipe Frio!

Antes que Yu Ci pudesse defendê-la, Lin Xiao Ai se adiantou:

— Toda vez que vêm, dizem para eu ficar longe do Príncipe Frio! Eu também gostaria, mas os lugares e as turmas são decididos pelo professor — falou de modo inocente — Se querem mesmo que eu fique longe dele, peçam ao professor para me transferir!

Foi a primeira vez que Lin Xiao Ai respondeu em voz alta.

Su Ya ficou sem palavras, e, envergonhada, saiu batendo os saltos.

A paz voltou ao ambiente.

Lin Xiao Ai, cabisbaixa, murmurou:

— Obrigada, senpai.

Yu Ci afagou-lhe a cabeça.

— Não agradeça ainda. Tenho algo a pedir que você venha comigo.

Ela ergueu o rosto, os olhos curiosos indagando: O que vai pedir?