Capítulo Sete Não Me Impeça
Na antiga estrada oficial, marcada pelo tempo, dois cavaleiros avançavam velozmente, levantando nuvens de pó sob seus cascos, um à frente, outro logo atrás, ambos apressados rumo ao campo de batalha desolado que se descortinava adiante.
— Ei! — exclamou o soldado veterano, puxando bruscamente as rédeas de seu cavalo. Ambos haviam percebido, na estrada à frente, um bando de soldados rebeldes, aparentando somar algumas centenas de homens.
O rosto do velho soldado empalideceu, e, trêmulo, falou:
— Protetor Cao, estamos perdidos. Os generais Cao, maior e menor, certamente caíram numa emboscada dos rebeldes. Este é o único caminho que leva a Ruanmachuan, e veja, já está tomado pelas forças inimigas.
Cao Dingjiao sorveu o ar frio, inquieto. Mesmo tendo apressado ao máximo sua jornada, chegara tarde demais. Estaria seu tio fadado a perecer neste campo de batalha?
Fitando seu imponente corcel e a pesada armadura que o envolvia, Cao Dingjiao manteve-se sereno e declarou:
— Os soldados de Qiu Touzhen disseram que meus tios partiram em perseguição há menos de meia hora. O exército principal está logo adiante. Se eu romper esta barreira, poderei encontrá-los.
— Ei! — o velho soldado, aflito, insistiu: — Protetor Cao, há centenas de inimigos, não há como atravessar!
Cao Dingjiao perguntou uma última vez:
— Minha armadura é confiável? Pode resistir aos arcos potentes e às bestas dos inimigos?
O velho soldado assentiu com firmeza. Cao Dingjiao montou de um salto, esporeando o cavalo, que disparou feito um raio em direção ao bloqueio, enquanto o veterano, com lágrimas nos olhos, apenas podia acompanhar com o olhar o jovem general partindo para o que parecia ser uma morte certa.
Centenas de rebeldes repousavam à beira da estrada, aguardando ordens superiores para deter os soldados fugitivos do exército Ming. Muitos deles, na verdade, não davam importância à missão; todo o saque estava à frente, e permanecer ali parecia inútil.
Cao Dingjiao, armado com uma maça de peso considerável, galopou com vigor, envolto por três ou quatro camadas de ferro, mais parecendo um tanque humano, rompendo velozmente a linha de bloqueio dos rebeldes.
— Rápido, bloqueiem-no! — gritou um rebelde de olhar aguçado, ao avistar o cavaleiro vindo ao longe, incitando seus companheiros a se posicionarem.
Cao Dingjiao sentiu uma emoção febril; felizmente, sua antiga vida lhe deixara um corpo robusto. Era um guerreiro nato, não menos valente que seu irmão.
O galope do corcel atiçava ainda mais o ardor de seu espírito, e, guiado pelo instinto de guerra, segurava firme as rédeas com uma mão, enquanto com a outra empunhava a maça de mais de cem jin.
— Parem-no, é só um! — bradou o pequeno líder rebelde.
— Formem a defesa, não deixem que ele avance!
Em instantes, dezenas de lanceiros avançaram, enquanto os demais apertavam as armas, alguns admirando secretamente a armadura do adversário — certamente uma presa valiosa!
Os rebeldes aguardavam silenciosos a chegada do grande peixe, sem saber que seu fim estava próximo.
À medida que Cao Dingjiao se aproximava, o olhar dos lanceiros da vanguarda revelava avidez; bastava um golpe para capturar aquele general Ming.
Mas Cao Dingjiao não era ingênuo a ponto de se lançar contra a formação de lanças. Com um movimento hábil, desviou com seu corcel, penetrando diretamente no meio dos inimigos. As pernas humanas jamais poderiam competir com as quatro patas de um cavalo, e ele, em sua armadura, era quase invulnerável.
Arqueiros rebeldes já haviam preparado seus arcos, disparando penas de lobo contra Cao Dingjiao, mas as flechas ricocheteavam na armadura, trazendo-lhe alegria: sua armadura era realmente extraordinária — sentia-se invencível, pronto para qualquer desafio.
Na vanguarda, um bandido empunhava uma lâmina de aço, disposto a golpeá-lo com ferocidade, mas Cao Dingjiao foi mais rápido; o bandido só teve tempo de ver uma sombra antes de perder a consciência.
Em seu último instante, viu uma maça gigantesca, semelhante a um ouriço do tamanho de uma melancia, esmagando seu crânio.
Sangue e carne voaram pelo ar; o pequeno líder rebelde foi reduzido a uma massa disforme, lançada a várias zhang de distância.
Os demais, centenas de rebeldes, ficaram atônitos. O cavaleiro de armadura negra, elevado sobre o cavalo, brandia sua maça como se jogasse um jogo de caça aos ratos, golpeando repetidamente para baixo.
A maça girava como um moinho de vento, cada golpe ceifando uma vida, deixando corpos tombados e mutilados pelo chão, causando terror semelhante ao de um filme horrendo.
Não importava se eram soldados comuns de armadura leve, arqueiros em couro ou pequenos líderes de ferro: todos tombavam com um único golpe.
A bravura de Dingjiao era inextinguível, sua força irresistível.
Em pouco tempo, ao seu redor jaziam dezenas de corpos, nenhum intacto.
A enorme maça esmagava crânios como se fossem melancias, espalhando fragmentos vermelhos e brancos pelo solo.
Os rebeldes, apavorados, olhavam para o cavaleiro negro, até que, por trás da máscara escura, ele finalmente falou:
— Madeira podre não se esculpe, muro de estrume não se fortalece; vocês estão perdidos. Este talentoso lhes concede misericórdia, enviando-os ao encontro de Confúcio, pois somente o venerável mestre poderá salvar criaturas como vocês.
Aquela força rebelde finalmente se desmoronou. Cao Dingjiao, sem qualquer pudor, galopou para lá e para cá, girando sua maça como um moinho, sem encontrar adversário à altura.
Um rebelde gritou, desesperado:
— Fujam, este não é humano! Corram!
Entre eles havia muitos astutos — não por acaso sobreviveram vagando por várias províncias. Em batalhas favoráveis, os rebeldes mostravam força multiplicada; mas em desvantagem, fugiam mais rápido que coelhos.
O velho soldado, que seguia atrás de Cao Dingjiao, estava perplexo; pensava que o protetor Cao partira para a morte, mas quem pereceu foram centenas de inimigos.
Na linguagem deles, só restava aos rebeldes se renderem: nosso protetor Cao já os cercou sozinho, não há esperança. Rendam-se em nome da clemência!
Uma força subjugando dez habilidades!
Cao Dingjiao apenas precisava brandir sua maça monstruosa, sem se importar quem estivesse à frente; para os rebeldes, um toque era ferimento, um golpe era morte.
Quem poderia resistir?
Sangue e carne voavam, os brados de morte retumbavam!
Cao Dingjiao não sentia temor ao matar, pelo contrário: a veia belicosa pulsava, excitando-o até os ossos.
Talvez nem todos os rebeldes fossem perversos por natureza; alguns realmente não tinham escolha senão rebelar-se.
Mas, diante dos seguidores de Gao Yingxiang, Zhang Xianzhong, Li Zicheng, não se poderia nutrir a menor compaixão.
Aquela horda não produzia nada, vagando por todas as províncias da Ming, destruindo campos, saqueando, incendiando, assassinando o povo — os últimos vestígios de esperança da Ming estavam sendo consumidos por eles.
Após esmagar o último rebelde, Cao Dingjiao olhou, sem emoção, para as montanhas distantes. Só lhe restava o desejo de fumar um cigarro do futuro, para consolar sua alma ferida.
Um cigarro após a batalha, melhor que um deus vivo.
— Espere, ainda preciso salvar alguém… Parece que exagerei no massacre.
Cao Dingjiao apressou-se, esporeando o cavalo rumo a Ruanmachuan.
O velho soldado, tremendo, o seguia, murmurando:
— O pequeno general Cao é mesmo monstruoso… Daqui em diante, não serão os generais Cao maior e menor que os rebeldes temerão, mas sim o pequeno general Cao; ao ouvir seu nome, virarão as rédeas.
...
Não muito distante, diante de Cao Dingjiao, no estreito de um vale, desenrolava-se uma batalha colossal…