Capítulo 4 Desvela teu Véu

Sang Mahaguru Turun ke Dunia Tuan Pecinta Seni dan Keindahan 2228kata 2026-03-12 14:44:05

— Haha, doze mil! —
Su Yuan não se preocupou com o destino infeliz de Lao Li e apressou-se a verificar o saldo no computador: de fato, os doze mil estavam instantaneamente à mão. Satisfação absoluta.
Após dois experimentos, finalmente estava provado o prodígio da Técnica da Espada Correspondente; era, sem dúvida, um artefato de poder letal!
Apressou-se ao terceiro estande, escolheu uma espada com cotação de três para um, apostou tudo novamente — trinta e seis mil em mãos.
Na quarta rodada, Su Yuan deliberadamente apostou seis mil numa espada fadada à derrota. Já havia vencido três vezes seguidas, o computador certamente registrava tudo; cautela é o segredo da longevidade, uma derrota discreta para não chamar atenção.
Na quinta rodada, uma aposta de duas para um; apostou trinta mil, transmitindo a impressão de alguém determinado a romper com tudo — mais sessenta mil conquistados.
Na sexta, apostou vinte mil e perdeu.
Na sétima, apostou quarenta mil numa espada com cotação de três para um, com lucro de cento e vinte mil.
Na oitava, preferiu apenas observar, sem apostar.
Na nona, apostou trinta mil, e perdeu de propósito.
— Última rodada, como proceder? — Su Yuan tinha agora noventa mil em mãos, jamais havia ganho tanto dinheiro. Em poucas horas, dos dois mil iniciais ao entrar, havia chegado aos noventa mil; se contasse isso, seria simplesmente inacreditável.
E isso foi resultado de uma postura propositalmente discreta; cogitou, por um instante, ser mais audacioso, apostar sucessivas vezes e chegar direto aos quinhentos mil.
Mas o risco era demasiado elevado — o Pavilhão das Espadas ostentava tanta notoriedade por ter um respaldo profundo; ainda pretendia permanecer em Longquan, não podia simplesmente ganhar e fugir, para uma estratégia de longo prazo, o melhor era manter a discrição.
— Ainda faltam nove dias, não há pressa; melhor sair por ora.
Su Yuan transferiu o dinheiro para o cartão bancário e saiu imediatamente. Restavam nove dias para concluir a missão, e o poder da Técnica da Espada Correspondente já estava comprovado; por segurança, melhor agir com cautela e solidez.
De volta ao apartamento alugado, tomou um banho frio revigorante, olhou-se no espelho e declarou, com firmeza:
— Finalmente chegou o meu dia!
Desejou celebrar com amigos, mas, infelizmente, viera sozinho a Longquan, não tinha nenhum conhecido; telefonou para a mãe, reportou estar bem, garantiu que, se em seis meses não conquistasse algum reconhecimento, voltaria para casa — para tranquilizar os pais.
Encomendou uma mesa farta de bons vinhos e pratos, regalou-se com prazer; saciado, deitou-se na cama e traçou o próximo passo.
— Amanhã vou à Rua do Antigo Templo tentar a sorte? —
Um pensamento relampejou na mente, e saltou de súbito:
— Sim, agora tenho dinheiro; talvez consiga transformar pouco em muito.

Na manhã seguinte, saiu e dirigiu-se à Rua do Antigo Templo de Longquan, um local de patrimônio histórico, repleto de turistas; nas margens da rua, inúmeras lojas vendendo espadas e armas, cada peça custando milhares, às vezes dezenas de milhares — um verdadeiro armadilha para forasteiros.
Mais ao fundo, uma rua antiga, de longa tradição, onde diariamente moradores locais armam suas bancas, conhecidos na gíria como "escavar a terra".
Longquan é a capital da forja de espadas, com milênios de tradição; ninguém sabe quantas espadas já foram forjadas, certamente um número astronômico.
Por isso, ao longo das dinastias, sempre houve espadas transmitidas, com uma herança profunda; muitos habitantes viram nisso uma oportunidade, adquirindo peças desenterradas no campo a preços baixos, renovando-as com polimento superficial e vendendo como se fossem de qualidade superior.
Mais tarde, tornaram-se ainda mais audaciosos: vendiam espadas enferrujadas, sob o pretexto de "espadas antigas", preservando o "sabor original", enganando forasteiros desavisados.
O alvo de Su Yuan hoje era esse local; lera muitos romances em que os protagonistas enriqueciam graças à sorte em achados inesperados; ele próprio possuía um "dedo de ouro" — embora não pudesse identificar antiguidades, em Longquan uma boa espada já era um tesouro; valia a pena tentar a sorte.
Hoje não havia muita gente; na rua antiga, apenas uma dezena de bancas, espalhadas, exibindo algumas dezenas de espadas. Su Yuan caminhava, observando; com cada nova análise, sua Técnica da Espada Correspondente tornava-se mais refinada — bastava um olhar para distinguir quase tudo.
— Só lixo!
Quanto mais olhava, mais se irritava: que objetos eram aqueles? Nem se podia falar em tesouros, estavam abaixo de seu próprio nível!
Ao ver as duas últimas bancas, resignou-se: hoje sairia de mãos vazias; afinal, encontrar um achado dependia mesmo da sorte — nem mesmo um "dedo de ouro" podia garantir isso.
Sem alternativa e com o tempo apertado, caso não funcionasse, iria às lojas, onde havia mais espadas; se encontrasse uma boa, não hesitaria, mesmo que fosse cara.
Desiludido, chegou à última banca, cujo dono era um homem de meia-idade, jogando no celular; poucos turistas hoje, nem coragem para chamar clientes havia.
— Eh? Isto é...
Subitamente, os olhos de Su Yuan brilharam; correu para a frente, agachou-se, pegou primeiro uma espada do meio, examinou-a casualmente, depois outra, e por fim uma espada nua, sem bainha.
— Quanto custa?
O homem, em momento crucial do jogo, levantou a cabeça apressado; jovem de vinte e poucos anos, sotaque de fora, respondeu sem pensar:
— Quinhentos cada uma, escolha à vontade.
Diante daquele cenário, Su Yuan nem se deu ao trabalho de fingir; barganhou diretamente:
— Esta aqui nem tem bainha; levo por trezentos, ou, por quinhentos, você me arranja a bainha.
O homem, ainda ocupado, ergueu a cabeça de novo, olhou para a espada enferrujada nas mãos de Su Yuan; nem conseguia lembrar há quanto tempo aquele trapo estava ali.
— Trezentos, leve agora! — disse apressado.
Sem hesitar, Su Yuan deixou trezentos e partiu.
Ao chegar em casa, apressou-se a preparar uma bacia de água limpa para lavar o tesouro.

— Haha, exatamente como imaginei! —
Com extremo cuidado, utilizou uma pedra de amolar para polir o fio da espada; rapidamente, a lâmina outrora tomada pela ferrugem revelou sua imponência, refletindo um brilho frio, agudo como nunca.
— Ferrugem aplicada por um mestre!
Su Yuan estava exultante; aos olhos dos outros, aquela espada enferrujada era puro lixo, mas para ele emanava uma intensa luz amarela!
Sim, luz amarela!
O branco indica dureza, o amarelo indica tenacidade; o dourado é duro e pleno — a espada excelente.
Segundo os padrões da Técnica da Espada Correspondente, o brilho branco representa qualidade comum; acima dele, o amarelo, que indica uma peça de alta qualidade. Quanto ao brilho dourado, provavelmente é reservado às armas divinas, raríssimos tesouros.
Jamais imaginara que, num achado de rua, encontraria uma espada de luz amarela; dedicou-se à limpeza, eliminando toda a ferrugem artificial da superfície. Ao examinar a lâmina, parecia um manancial cristalino, com um brilho frio intenso, reluzente e límpido como neve!
Aço de cem forjas!
Padrão de água corrente!
Ao observar cuidadosamente, a superfície da espada, sob a luz, parecia fluir como água, acompanhando a espinha até a ponta, onde se concentrava.
"Foi forjada em fornalha ardente, fundindo ferro e aço. Wu Huo empunhou o martelo, Ou Ye conduziu o trabalho. O vento alimentava a fornalha, o brilho da espada refletia nos céus.
Foi consagrada a Taiyi, abençoada em sonho e tornada divina.
Afiada com pedras dos cinco cantos, polida com terra amarela.
O círculo delineado fixa o anel, o espírito cria a imagem.
Floresce com a glória, brilha com o verde jade."
Corta couro de rinoceronte, rompe barcos de dragão.
Um toque leve, corta como um fio de água!
Nos tempos de Cao Cao, ele pagou fortunas para artesãos criarem armas divinas; após três anos, Cao Zhi recebeu uma lâmina preciosa e, extasiado, escreveu um poema eterno: "Ode à Espada".
O aço damasco corta ferro como se fosse manteiga, corta ouro e jade; qualquer lâmina que se choque com ela, é reduzida à fragilidade.
Não é imaginação de romances de artes marciais, mas realidade viva.