Capítulo 6 Uma só lâmina? Dois destinos!

Sang Mahaguru Turun ke Dunia Tuan Pecinta Seni dan Keindahan 2225kata 2026-03-14 14:40:09

Durante mais de vinte minutos de análise cuidadosa, o gordo Qian soltou um longo suspiro, endireitou o corpo e, com expressão solene, indagou:
— Ouso perguntar, qual o nome desta espada?

— Nome? — Su Yuan recostou-se languidamente no sofá de couro, ergueu a taça e degustou o vinho tinto, respondendo com desdém: — Uma obra para entretenimento, por que haveria de nomear-se a espada?

Percebendo o lampejo de seriedade nos olhos do gordo à sua frente, Su Yuan sorriu e disse: — Aço damasco, padrão de águas correntes… que seja chamada então Espada da Água Corrente!

— Bela espada! — exclamou Qian, maravilhado.

— Belo nome!

Qian, enamorado pela Espada da Água Corrente, segurava-a com tal firmeza que parecia incapaz de devolvê-la. O jovem à sua frente, apesar da juventude, emanava um ar de insondável profundidade.

Costumava vir ao Salão da Luta de Espadas apenas para passar o tempo, relaxar. Não era o único; aquele local reunia inúmeros mercadores experientes em lâminas, um espaço de intercâmbio, onde se partilhavam recursos e novidades. Naquele dia, movido por um impulso, encontrou-se com esse jovem desconhecido. O fato de ter trazido uma espada até o quarto andar só podia significar que pretendia lutar. Um gesto despretensioso, que, no entanto, revelou uma arma de tal excelência!

Ao perceber o olhar enigmático do rapaz, Qian apressou-se em embainhar cuidadosamente a espada, devolvendo-a com ambas as mãos e dizendo com sinceridade:

— É verdadeiramente uma obra-prima!

Como se recordasse de algo, perguntou:

— Irmão Su, acaso sabe que no quarto andar há uma arena de duelo de espadas?

— Ouvi falar por alto. — Su Yuan recebeu a espada e depositou-a ao lado, encenando um ar de indiferença, apenas para confundir seu interlocutor e ocultar suas verdadeiras intenções.

Os olhos de Qian brilharam astutamente enquanto ele suspirava:

— Quem diria que hoje eu teria a sorte de admirar uma espada de Longquan como esta! Seria um desperdício não deixá-la brilhar na arena, não acha?

Su Yuan sorriu de leve. Este gordo, de fato, não era tolo! Suas palavras evidenciavam o desejo de forçá-lo a combater na arena.

É hora de mostrar quem é quem!

Na erudição há sempre disputa, nas armas não há segundo lugar. Espadas e artes marciais dispensam palavras; quem é superior, demonstra-se com um breve confronto.

— Oh? O senhor Qian deseja experimentar? — Su Yuan endireitou-se lentamente, fixando em Qian um olhar penetrante, e disse em tom grave: — Da minha parte, não me oponho. Só resta saber se haverá à altura um bom adversário.

— Muito bem! — O coração de Qian estremeceu, surpreso com a presença magnética daquele jovem, cujo olhar era afiado como lâmina recém-desembainhada.

— Sem problemas, se o irmão tem interesse, Qian certamente acompanhará! — gargalhou Qian, sacando o telefone para dar algumas instruções breves. Ao desligar, explicou: — Nos últimos dias, recebi algumas espadas de qualidade. Por ti, arrisco-me e as coloco à prova.

Su Yuan assentiu, lançando um olhar ao ringue não distante, e comentou casualmente:

— O amigo tinha razão, este local é deveras interessante!

— Sendo um duelo, que tal apimentarmos a disputa? — Largou a taça e, afagando a Espada da Água Corrente, sugeriu: — Que tal cinquenta mil para animar?

— Perfeito! — Qian sorriu. Era praxe. Em pouco tempo, ambos saíram do elevador e três espadas foram trazidas e dispostas diante de Su Yuan.

— Tive a sorte de conhecer o mestre Zhou Zhenggang nos idos; todo ano reservo-lhe algumas espadas. Estas são suas obras mais recentes. O irmão poderia avaliá-las?

Zhou Zhenggang?

O mestre ferreiro de Longquan!

O olhar de Su Yuan se aguçou. Conhecia de cor os mestres forjadores de Longquan, e Zhou era sem dúvida um dos expoentes da nova geração.

Tomou a primeira espada, sacando-a com delicadeza. Ao ver o intenso brilho argênteo, assentiu interiormente. Sem dúvida, uma peça de mestre, talvez a mais resplandecente que já vira.

Qian observava cada gesto de Su Yuan, ansiando por decifrar-lhe as intenções. O jovem, porém, mantinha um ar displicente — seria excesso de confiança ou ignorância?

Ao sacar a terceira espada, Su Yuan sentiu-se aliviado. Ainda que superasse as demais da casa, tratava-se de uma espada de brilho frio. Ergueu a terceira peça e comentou, sorrindo:

— Esta, a meu ver, é interessante.

— Que olhar apurado! — exclamou Qian, não se contendo. — De fato, esta é uma das obras de que o mestre Zhou mais se orgulhou.

Seu olhar para Su Yuan tornou-se ainda mais cauteloso. Em poucos minutos, aquele jovem distinguira com precisão a excelência de cada lâmina — um feito impressionante.

— Bem, a hora avança. Vamos? — Su Yuan espreguiçou-se e levantou-se, perguntando: — É minha primeira vez aqui. Como procedemos?

— Garçonete! — Qian ergueu-se apressado, chamando uma bela atendente e dando-lhe instruções em voz baixa. Logo tudo estava arranjado.

— Não se preocupe, irmão. Aqui é o ringue de duelo mais profissional de Longquan. Pedi que escolhessem lutadores experientes para garantir a máxima justiça.

Logo dois guerreiros trajando negro se aproximaram. Ambos subiram à arena. Su Yuan, fitando o mais velho, declarou com imponência:

— Não se contenha. Use toda a sua força!

Qian riu, batendo no ombro do mais jovem:

— Isso mesmo, faça como ele diz. Rápido e direto!

Aos olhos de Qian, a Espada da Água Corrente era um tesouro raro, mas confiava plenamente na obra de Zhou Zhenggang. Anos de experiência não permitiam que fosse subestimado por um jovem.

— Oh! Hoje haverá duelo de espadas?

— Não é o gordo Qian? Vai mesmo duelar?

— Quem é aquele jovem? Nunca o vi antes!

— Vamos assistir!

Os olhares convergiam para a arena; muitos se aproximaram, conhecendo Qian de encontros anteriores — era um círculo de velhos conhecidos.

Su Yuan assentiu para si. Era exatamente esse o efeito que desejava: ao trazer a Espada da Água Corrente, vinha para se destacar. Qian devia ser um mercador experiente; para se firmar em Longquan, precisava conquistar respeito. E nada mais claro que um duelo.

Quem sabe, faz; quem não sabe, cala!

— Comecem! — Após verificar ambas as espadas, o árbitro anunciou o início. Os dois guerreiros assumiram posição e todos os olhares se fixaram no ringue, ansiosos pelo desfecho.

— Vamos! — bradou o guerreiro mais velho, atacando primeiro. Desde que empunhara a Espada da Água Corrente, sentira afeto imediato; anos de experiência lhe permitiam julgar uma arma à primeira pegada. Não duvidava: era obra de mestre. A autoconfiança do jovem só aumentava sua curiosidade quanto ao verdadeiro valor daquela espada.

Golpe devastador!

O primeiro ataque foi um confronto direto. A Espada da Água Corrente reluziu em arco gelado e desceu velozmente. O jovem guerreiro não se intimidou: firmou-se, girou o quadril, avançou e, com ambas as mãos, agarrou o punho, enfrentando o adversário de frente.

— Cuidado! — Um pressentimento inquieto percorreu Su Yuan, que não conteve um grito. O inevitável aconteceu: a Espada da Água Corrente avançou como se abrisse o caminho por entre bambus, e a lâmina rival, frágeis folhas ao vento, partiu-se ao meio num só golpe.